Vida Saudável

Uma vida saudável começa com incentivo e as dicas certas para fazer o seu dia-a-dia mais simples!


jul/2016 - Glico 2

Você cuida bem dos seus pés?

Andar descalço, usar sapatos desconfortáveis, cortar as unhas de qualquer jeito e deixar de hidratar a pele dos pés e da perna. Estas atitudes do dia a dia parecem bobas, mas podem representar sérios riscos se você tem diabetes. Isso porque, a falta de cuidados com os pés somada ao controle glicêmico inadequado, podem levar a um quadro bastante complexo, chamado de “pé diabético”.¹

O “pé diabético” é causado pela circulação de sangue insuficiente nas extremidades do corpo (incluindo nos pés), e pode trazer riscos que vão desde pequenas feridas nos pés (úlceras), até grandes consequências como deformidades, infecções e amputações.¹

Fique alerta aos sinais e sintomas do “pé diabético”!

Entre os principais sinais e sintomas que servem como alerta para o diagnóstico do “pé diabético”, estão:¹ ²

  • formigamentos;
  • perda da sensibilidade local;
  • dores e queimação nos pés e nas pernas;
  • sensação de agulhadas nos pés e nas pernas;
  • alterações na marcha;
  • dormência e fraqueza nas pernas.

Infelizmente, muitos casos de “pé diabético” só são diagnosticados quando já há presença da neuropatia diabética, uma lesão nos nervos do pé causada, principalmente, por longos anos do mau controle das taxas de glicemia.

Como prevenir?

Para prevenir o “pé diabético” ou detectar o problema em fases iniciais (o que possibilita controlar os riscos e consequências), é fundamental:¹ ³

  • antes de qualquer coisa, controlar as taxas de glicemia ao longo de cada dia, de semanas e anos;
  • examinar os pés diariamente, ir ao médico sempre que aparecem úlceras (feridas);
  • realizar exames periódicos dos pés, para verificar se há alterações da sensibilidade ou da circulação;
  • observar se há algum tipo de deformidades se manifestando no pé, calosidades ou rachaduras;
  • não andar descalço mesmo em casa, lavar os pés diariamente com água morna e sabão neutro. Secar bem os pés, principalmente entre os dedos;
  • usar creme hidratante;
  • cortar as unhas de forma reta e horizontal, a cada três ou quatro semanas;
  • não remover calos ou desencravar as unhas sem ajuda de um profissional especializado;
  • na praia é importante não andar descalço para evitar queimaduras na areia e usar sempre protetor solar nos pés;
  • usar calçados confortáveis, que não causem qualquer tipo de pressão;
  • utilizar palmilhas ortopédicas que ajudem na prevenção de lesões;
  • não usar sapatos ou tênis sem meias.

Caso alguma alteração seja detectada, o médico costuma iniciar a prevenção secundária, que consiste em manter a proteção do pé contra ferimentos, com calçados especiais, palmilhas e medicamentos. Nessa fase o paciente tem de compensar a falta de sensibilidade com a inspeção diária dos pés, o que inclui cuidados com a hidratação da pele, corte de unhas e tratamento de micoses.

O terceiro nível de prevenção, para os casos com ulceração e/ou deformidades graves, requer um tratamento adequado com antibióticos, curativos especiais e, eventualmente, cirurgias de revascularização.

Prevenção é o melhor tratamento!

A prevenção por meio do controle glicêmico diário é o melhor caminho para evitar o “pé diabético” e suas consequências mais graves. Mantenha o controle da sua glicemia, 24 horas!